A arte de escrever

Por muito tempo eu confundi humildade com baixa autoestima, ou talvez, eu tivesse baixa autoestima e justificava com humildade. Da mesma forma, hoje em dia, provavelmente eu não só ainda faça tal confusão, como também confunda autoconfiança com prepotência, ou o famoso "metido". Seja como for, tudo isso é para dizer que eu escrevo.
Uma frase que perde um pouco de sentido, já que vocês a conhecem por meio da visão e não da audição. Assim, se eu não estou falando e sim escrevendo, é óbvio que eu escrevo. Tudo bem, mas esse não é o meu ponto.

Não me considero escritor, mas é um fato que eu escrevo continuamente por mais de 4 anos e que já possuo mais de 100 textos (alguns não publicados), ao longo desse tempo. Então, sim! Eu escrevo.
Gosto de escrever e ainda tenho muito a aprender. Não faço letras e concluí o colégio já tem tempo (curiosamente o mesmo tempo que venho escrevendo). Por isso, tenho dúvidas de quando usar a vírgula, quando usar ponto e vírgula; a todo momento pesquiso sobre o uso correto do "porque"; e a cada texto continuo indeciso quanto aos parágrafos, quebras de linha e até mesmo sobre o fim de uma frase.
Eu como palavras nos meus textos, devido à minha ansiedade ao escrever, e tento revisá-los à procura de tais falhas. Esse sou eu! Esse é o meu EU ESCRITOR, porque no fundo, ser escritor é (talvez), apenas escrever.

Eu comecei a escrever, aos poucos, sem se quer perceber que estava virando um vício. E já há algum tempo, assim como quase todos aqueles que escrevem, eu uso meus textos como uma arma poderosa.
Eles vão longe. Atacam, criticam e consolam. Às vezes aos outros, às vezes a mim mesmo. Mas até onde é corajoso escrever? Aliás, se expressar através de textos é coragem ou covardia?
Pouquíssimos falam com poder e persuasão, poucos escrevem, alguns falam da boca para fora, mas muitos são os que se calam. Quem é o covarde e quem é o corajoso dessa terrível história?

Hoje eu me vi nesse dilema! Para variar um pouco, foi ao me deitar que os pensamentos surgiram. Pensamentos esses dos quais já tenho conhecimento, mas que parecem dormir como gigantes adormecidos durante meu dia e apenas pela noite é que despertam.
Ao me despertar, tive o impeto de escrever. Não este texto que vocês leem, mas sim sobre aquele pensamento que levara meu sono.
Se ao menos fosse possível escolher quem pudesse ler... Se eu conseguisse a garantia de que uma única pessoa não lê-se meu texto...

Mas não é assim que as coisas funcionam.
Palavras não foram feitas para serem privadas, mas sim compartilhadas. Uma vez pensadas, as letras precisam voar.
Por tanto, se for para aprisioná-las é melhor, simplesmente, não gerá-las. E assim, foi feito.
Hoje eu pensei um texto que não escrevi, sonhei com letras que não criei. Aprendi que para ser escritor é preciso mais que simplesmente escrever. Às vezes é preciso saber não escrever.

Comentários

Anônimo disse…
Profundo..! gostei!!!
beijos binha!
Anônimo disse…
Tá ficando bom hein! hahaaha
Muito bom! : )
Beijos, Lara.
Luciana disse…
Adorei o texto, leve.
Mas meu propósito de vir aqui foi apenas para dizer que você é lindo.
É isso.

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