Lições da Vida

Desde o desenvolvimento da humanidade nós nos perguntamos qual é o propósito de nossas vidas. Olhamos para o céu, ou para uma árvore sendo beijada por uma brisa e nos questionamos. Buscamos sempre um porquê. Por que somos como somos? Por que chove? Por que morremos? Por que ...?
Acumulamos estudos, conhecimentos e respostas ao longo de muitos anos. Surgiram as religiões, a filosofia, a ciência e hoje em dia há (pelo menos) sempre uma resposta para cada pergunta.

Com milênios de ensinamentos e cultura, que foram sendo passados de geração em geração, ainda não se sabe o porquê de nossa existência. Mas muito ainda é ensinado sobre a vida.
Pais, amigos, professores, escritores, diretores, músicos, etc. Todos tentam (na ausência de respostas concretas à nossas verdadeiras dúvidas) nos ensinar a viver.
Ensinamentos esses que vêm em forma de experiência própria é claro. E é aí que mora o problema. Os conselhos são muito bem vindos, mas até onde é correto viver fugindo dos erros e traumas de outras pessoas?
Depois de tantos erros e tanto sofrimento, as lições da vida acabaram por se tornar dicas de sobrevivência. Mas estamos sobrevivendo a quê? À vida? A vida é mortal sim, mas unicamente porque é preciso estar vivo, para morrer.

Assim como todos, não sei porquê estamos aqui, mas com certeza não é só para morrer. É preciso saber viver (já dizia a música).
Nossas lições de vida têm nos forjado desde cedo e com isso geramos seres traumatizados. Criamos crianças que desconfiam sem sem saber o que é traição; não amam, sem saber o que é amor; e assim, aos poucos, vamos todos nos tornando ótimos sobreviventes e péssimos viventes - já falei isso, tenho quase certeza.

Com o tempo, vamos precisar de professores da vida, que não ensinem só português, matemática, física, biologia, história, química e geografia. Mestres para ensinar que errar não só "faz parte", como é bom. Ensinar que ter medo é importante, assim como insegurança em alguns momentos.
Daqui há alguns anos vamos precisar de especialistas para dizer que chorar pode ser melhor que mostrar firmeza, que brincar é tão importante quanto estudar; que ser palhaço é tão importante quanto ser sério; que música e teatro são tão importantes quanto engenharia ou advocacia.

Se, afinal, não sabemos porquê estamos nesse mundo, como alguém pode dizer o que é melhor ou pior, certo ou errado? Da mesma forma que não sabemos porque viemos, não sabemos também porque ou quando vamos. E se for amanhã? E se for ao terminar de ler esse texto?
Até esta vírgula, você foi feliz? Valeu a pena? Aliás, a vida é só sobre ser feliz e nada mais?
E se existe alguém que gosta de ser triste, essa pessoa é mesmo triste? Felicidade e tristeza não são apenas referências uma à outra?

Na minha opinião, o importante é viver, sempre! Não menospreze a vida, nem a sua, nem a dos outros.
Mas é só minha opinião mesmo. Você pode concordar, discordar, ou ignorar. A VIDA é SUA! Faça o que quiser. Viva das suas opiniões e seus próprios conselhos; crie suas experiências e seus próprios ensinamentos. Pesquise, aprenda, erre... viva!
Mas essa seria, de qualquer forma, só outra opinião minha...

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