Não haverá amanhã

Eu sempre me pergunto, até onde o medo nos leva. Quais serão e quão profundas serão as consequências que assumiremos por causa do nosso medo?
O que acontece quando o medo de ficar sozinho é o que te afasta das pessoas?
E se o medo incessante de não ser feliz, for o único responsável por sua infelicidade?

Às vezes, mais que nossa crença, são nossas aflições que nos definem. E em meio a tantas ocupações diárias esquecemos de dar valor ao tempo.
Não respeitamos essa entidade fria, calculista e justa, que muitas vezes é chamada de injusta.
O tempo não mente, não promete, não para e não acelera. O tempo só passa.
O tempo lhe garante, apenas, que o agora já não é mais o mesmo agora.
Mas estamos sempre dando prioridades erradas e achando que o tempo nos ajudará.

Largamos mão de coisas importantes na esperança de que O TEMPO, nos ajudará a resgatá-las.
Mantemos a crença de que ele parará durante uma prova, se prolongará durante as férias e voará durante um momento de dor. Mas como disse, o tempo não mente nem faz amigos. Seu contrato é bem explícito e ele o cumprirá. E por isso nos desentendemos.

Para o tempo o ontem simplesmente não existe mais, ou nunca existiu. Mas para alguns de nós ele pode ficar bem gravado na memória.
Por outro lado, para ele, o amanhã sempre virá. Mas para nós o amanhã pode nunca chegar. O amanhã pode amanhecer diferente e talvez nunca encontremos o que esperávamos.

Hoje eu descobri que existe um amanhã que nunca virá, para mim e nem para ela.
Mas me conforta saber que seu medo chegou ao fim. E que finalmente ela nunca mais estará sozinha.

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