Enjaulado
Assim como um animal eu me sinto. Preso, nesta jaula que esconde metade de quem eu sou, metade de quem eu fui.
Aqui, neste lugar, nessa posição que tomei, não tenho muito o que fazer. Não tenho muitas decisões a tomar. Basta ficar quieto e sei que sobreviverei.
Sem dor nem sofrimento, parece ser muito bom mas não é. Perdi minha essência e hoje me vejo diferente. Tão diferente que as vezes me pego questionando o que eu faria antes daqui.
Ah, o antes...
Antes eu era selvagem. Não tinha medo de arriscar. Eu corria mesmo, com tudo. Ia de encontro ao que almejava e se não conseguisse com êxito, ao menos estava um pouco melhor para a próxima vez.
Mas quando se perde a batalha muitas vezes é difícil continuar lutando.
O tempo passa e você fica mole. Simplesmente na inercia.
Há algum tempo eu só corro quando sei que posso e só luto quando pressinto que ganharei essa batalha. Isso não é bom.
As vezes eu sonho. Sonho que corro como nunca, que me jogo para ver e sentir com quanta força vou bater no chão, ou descobrir então que é dessa vez que eu vou voar. Mas é aí, junto com essa sensação de estar caindo que eu acordo. Acordo para a vida, para a realidade. Me vejo como estou, me vejo como eu sou.
Um prisioneiro.
Enlouquecendo pela solidão e o esquecimento, que fizeram de mim um animal domesticado. Mas um dia eu saio daqui de dentro, desse lugar terrível ao qual fui trancado.
Esse lugar, chamado: medo.
Um dia eu fujo daqui.
Confesso, que tenho pensado nisso. Há vezes em que eu até me levanto, estico os braços e dou uma espiada no mundo lá fora. Mas ainda é assustador e afina, eu sei que aqui eu estou seguro.
Hoje não, ainda não será hoje o dia em que me verei livre. Mas amanhã quem sabe...
Aqui, neste lugar, nessa posição que tomei, não tenho muito o que fazer. Não tenho muitas decisões a tomar. Basta ficar quieto e sei que sobreviverei.
Sem dor nem sofrimento, parece ser muito bom mas não é. Perdi minha essência e hoje me vejo diferente. Tão diferente que as vezes me pego questionando o que eu faria antes daqui.
Ah, o antes...
Antes eu era selvagem. Não tinha medo de arriscar. Eu corria mesmo, com tudo. Ia de encontro ao que almejava e se não conseguisse com êxito, ao menos estava um pouco melhor para a próxima vez.
Mas quando se perde a batalha muitas vezes é difícil continuar lutando.
O tempo passa e você fica mole. Simplesmente na inercia.
Há algum tempo eu só corro quando sei que posso e só luto quando pressinto que ganharei essa batalha. Isso não é bom.
As vezes eu sonho. Sonho que corro como nunca, que me jogo para ver e sentir com quanta força vou bater no chão, ou descobrir então que é dessa vez que eu vou voar. Mas é aí, junto com essa sensação de estar caindo que eu acordo. Acordo para a vida, para a realidade. Me vejo como estou, me vejo como eu sou.
Um prisioneiro.
Enlouquecendo pela solidão e o esquecimento, que fizeram de mim um animal domesticado. Mas um dia eu saio daqui de dentro, desse lugar terrível ao qual fui trancado.
Esse lugar, chamado: medo.
Um dia eu fujo daqui.
Confesso, que tenho pensado nisso. Há vezes em que eu até me levanto, estico os braços e dou uma espiada no mundo lá fora. Mas ainda é assustador e afina, eu sei que aqui eu estou seguro.
Hoje não, ainda não será hoje o dia em que me verei livre. Mas amanhã quem sabe...
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